Este Blog tem como objetivo principal a troca de experiências,compartilho experiências que deram certo, pois acredito que assim todos cresceremos juntos inclusive meus alunos que têm participado ativamente deste blog!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Atividades com X. PEIXE


É preciso que o fonema seja trabalhado de forma contextualiza.

Histórias que podem ser trabalhadas.

O Peixe Pixote (Sônia Junqueira)
Escolinha do Mar (Ruth Rocha)
Escola para peixinhos
Pepe peixinho.

Cartaz criado no cantinho da Leitura para que as crianças saibam as histórias da semana.

“Na realidade, as histórias deveriam estar no centro do processo e não como um complemento. A leitura e a escrita devem ser objetos de prazer”.
                                (A Multieducação na sala de aula)

Destacar o que vai ser trabalhado na semana. 


A criança precisa participar ativamente do que vai ser trabalhado.

Retirar a palavra do texto e não palavras soltas descontextualizadas.


Blocão de canções(trabalhar estrofes, rimas, melodia, respiração dos peixes...)

As crianças podem interagir com a música.


"Show de calouros" no palquinho.

Como sugestão trazer um peixinho para a sala.


Escolhemos um nome para o peixinho.




Atividade de criação


Cada um criando seu aquário com peixinho de origami



SUGESTÕES DE ATIVIDADES






Este banco de palavras  pode ser mandado para casa, pois muitos pais querem ajudar e não sabem como, desta forma eles podem participar.

Modelo do aquário


Atividades realizadas com a turma 1101 da E.M. Pará.








quarta-feira, 27 de junho de 2012

A PRÁTICA NA SALA DE AULA(palestra)

Palestra realizada no CETERJ em Bento Ribeiro. 
Curso de Formação de Professores.
Dia 23/06/12

Professora Ana Márcia Vieira
 Foi muito bom poder compartilhar com estas futuras professoras um pouco do que tenho experimentado dentro da sala de aula. A troca de experiências é sempre proveitosa.


Algumas alunas se emocionaram ao visualizarem o potencial que há dentro de uma sala de aula, está em nossas mãos  a decisão de como explorá-lo.

Saímos deste evento meditando em algumas perguntas: "De que forma você quer marcar seu aluno? Que tipo de aluno você quer formar?"

Quero ressaltar a dedicação da professora Vânia Loraine em formar professoras que tenham uma visão ampliada do que significa o trabalho  em sala de aula.

Agradeço a coordenadora do curso Adriana Portella e a professora Vânia Loraine pelo convite.

"A mente que se abre para novas ideias jamais voltará ao seu tamanho natural"
                                  Albert Einstain















terça-feira, 19 de junho de 2012

A HISTÓRIA CRIANDO VIDA NA SALA DE AULA

O ROUXINOL DO IMPERADOR.

Uma história pode sair do papel e criar vida dentro da sala de aula.

  • Depois de ouvir a história conversar sobre versões, então  criar uma nova versão da história.
  • Esta versão deve ser criada  em forma de texto coletivo.
  • Decidir como será a ilustração (aqui será uma ilustração feita em origami. Presas em 1/4 de folha de cartolina)
  • Com a turma, dividir o texto em cenas(aqui 12 cenas), todos podem participar dando sugestões.


Esta história aconteceu na China há muitos anos atrás. O Imperador tinha um palácio magnífico, caro todo feito de porcelana. No jardim havia flores maravilhosas e as mais lindas tinham presas nelas pequenos sinos de prata que tocavam quando as pessoas passavam.


O jardim era muito grande que nem o jardineiro sabia onde ele acabava, no fim havia um lindo bosque com lindas árvores. Lá havia um lindo Rouxinol que cantava docemente, até as pessoas mais ocupadas paravam para ouvir seu canto. Os viajantes maravilhavam-se com tudo, mas diziam: "O Rouxinol é o melhor de tudo!"


Isto chegou aos ouvidos do Imperador:
- O que é isso? Rouxinol? Nunca ouvi falar nele e está no meu jardim?
O Imperador chamou o seu cavaleiro e lhe ordenou que trouxesse o Rouxinol para cantar para ele. Então o cavaleiro encontrou uma menina que trabalhava na cozinha do palácio e ela disse que conhecia o Rouxinol.


Então, o cavaleiro, a menina e algumas pessoas da corte foram até o bosque procurar o Rouxinol. No caminho uma vaca mugiu e eles disseram:
- Encontramos o Rouxinol!
E a menina disse:
- Não, isto é uma vaca!


E então eles ouviram sapos coaxando:
-Esplêndido!- disse o capelão, pensando ser o Rouxinol.
- Não, isso são sapos!- disse a menina.


E então o Rouxinol começou a cantar.
-Aí está!Ouçam! Ele está ali- disse a menina.
Era um pássaro pequeno e cinza. "Como poderia cantar tão bem". Pensaram todos.
- Rouxinolzinho!- disse a menina- Você cantaria para o Imperador?
-Claro!- respondeu o pássaro. E começou a cantar, e todos se maravilharam com o canto do pequeno pássaro.
Rouxinolzinho. O Imperador não está aqui, ele está no palácio, você vem conosco?
- O meu canto é melhor no bosque, mas eu vou com vocês!


E o Rouxinol foi, e ao chegar no palácio o colocaram num poleiro de ouro e ele cantou para o Imperador. O canto encheu todo o palácio. O Imperador mandou fazer uma gaiola de ouro para o Rouxinol e permitia que ele saísse duas vezes ao dia, preso por uma fita de seda para que ele não fosse embora. Mas o Rouxinol não cantava como antes, pois estava triste.


Um dia o Imperador ganhou um pássaro de corda, todo de ouro cravejado de brilhantes que cantava uma das músicas do Rouxinol. O Imperador, então, mandou soltar o Rouxinol, porque agora ele tinha um pássaro mais bonito e que cantava para ele.


Um dia o Imperador ficou doente e mandou que pegassem o pássaro de brinquedo para que cantasse para ele, mas o pássaro quebrou e não havia como consertá-lo. Então, o Imperador lembrou do Rouxinol e se arrependeu de ter sido tão ingrato com ele.


De repente o Imperador ouve um canto e o Rouxinol pousa na janela do palácio e enche o quarto com seu canto, o Imperador se sente melhor. E pede ao Rouxinol que volte para o palácio e o Rouxinol diz:
- Meu querido Imperador, eu venho todas as manhãs cantar para o senhor, mas um pássaro não foi feito para ficar preso, meu canto é mais bonito livre no bosque.


O Imperador concordou e a partir daquele dia todas as manhãs o Rouxinol passou a cantar para o Imperador em sua janela. E sua fama se espalhou por toda parte, todos queriam ouvir o canto do pequeno pássaro cinza que cantava nos jardins do Imperador.


Depois de prontas as cenas chegou a hora de lermos a história uns para os outros.


Convidar os colegas de outras turmas para ouvirem a história.

A turma poderá fazer algum brinde para distribuir aos colegas que ouvirem a história, como uma forma de valorizar este momento, (aqui foram feitos vários pássaros).

Como o Rouxinol é um pássaro cantor, a turma pode ensaiar uma música para cantar ao final da história, assim todos participam da apresentação.



Avaliação: Ao final desta sequência didática, os alunos terão aprendido vários conteúdos sem se darem conta disso, texto narrativo, diálogo, versão, texto teatral, oralidade, arte, sequência lógica, trabalho em equipe...








sábado, 9 de junho de 2012

AFETIVIDADE E EDUCAÇÃO.

Afetividade e Educação. Qual a relação entre elas?

Existem muitos questionamentos sobre esta relação, vamos olhar esta questão pelo olhar de teóricos e pelo olhar prático na sala de aula.

"Não importa com que faixa etária trabalhe o educador ou educadora. O nosso é um trabalho realizado com gente, miúda, jovem ou adulta, mas gente em permanente processo de busca."
                                                              (Paulo Freire)


Esta é uma questão que torna nosso trabalho como educadores fascinante, nunca podemos perder esta visão, nós trabalhamos com gente e por isso mesmo cada ano que passa nosso trabalho é diferente, porque as pessoas são diferentes. Não trabalhamos com máquinas criadas em série por alguma empresa. Por isso mesmo estamos sempre nos surpreendendo.


Como diz o autor, estão em permanente processo de busca, e cabe a nós auxiliá-los nesta busca. Será que temos cumprido nosso papel?

"Quando uma criança vai para a escola, não vai apenas para aprender, mas também para relacionar-se e para vivenciar o aprendizado como um todo e quem assim a percebe poderá então orientá-la rumo ao amanhã".
                                            (Claudio Saltini)


É preciso que o ensino esteja ligado a realidade, que o educando ao sair da Escola leve os ensinamentos para sua vida prática, este ensinamento precisa fazer sentido e trazer mudanças para a vida, porque é lá fora que sua aprendizagem será posta a prova. Precisamos, como educadores meditar nesta questão, o que restará de tudo o que eu ensinei?

Você sabia que toda vez que você aprende alguma coisa ou adquiri experiência, as células do seu cérebro sofrem uma alteração e essa alteração refletirá em seu comportamento?


Vamos entender melhor. 

"A memória é uma das funções mais importantes do cérebro, e está ligada a aprendizagem.

 A memória é a base de todo saber e também de toda a existência humana, desde o nascimento. Todo o nosso cérebro funciona através da memória. Comemos, andamos, falamos, porque nos lembramos de como fazê-lo".

                                              (Marta Relvas)




Memória de curta duração- Esse tipo de memória não forma “arquivos”.
Quando nosso cérebro(hipocampo) julga que uma informação não é tão importante ele a guarda na memória de curta duração e logo são descartadas. 

Memória de longa duração- Armazena as informações por mais tempo. Se ele julgar que esta informação é importante, ela será armazenada na memória de longa duração e será resgatada sempre que precisarmos.
Sem o "consentimento" do hipocampo a experiência desvanece-se para sempre. É aqui que entra a carga afetiva necessária para que o estímulo se fixe na memória de longa duração. A informação tem que ter alguma carga emocional, portanto, tem que ter alguma importância afetiva.


“Por exemplo, se o estudante não aprende o conteúdo é porque não encontrou nenhuma referência nos arquivos já formados para abrigar a nova informação, com isso, a aprendizagem não ocorre. Não adianta insistir no mesmo tipo de explicação”.
                                                                                                                     (Marta Relvas)


Este ponto é muito importante, é preciso que o conteúdo a ser trabalhado tenha sentido e faça ligação com conhecimentos prévios dos alunos, e mais importante, este conteúdo deve ser apresentado em mais de uma forma, não temos o direito de julgar que se já apresentei o conteúdo todos têm que saber, e se repetir vou repetir da mesma forma e todos irão aprender.


“Por isso, os conhecimentos dos alunos precisam ser investigados, recordar aulas anteriores e dispor de diversos recursos pedagógicos são importantes para formar “ganchos” facilitando a aprendizagem . Se o assunto estiver ligado a um som, a uma linguagem e a um cheiro, três áreas diferentes do cérebro tentarão recuperar esta memória”.                                           
                                                                                                                    (Marta Relvas)


Quem nunca ouviu uma música e ela imediatamente te transportou para determinado momento de sua vida, o mesmo acontece com o cheiro, uma imagem ou um sabor. Estes "ganchos" ficaram armazenados no nosso cérebro e no momento que um deles é colocado diante de nós nosso cérebro os resgata imediatamente. Essas recordações podem ser boas ou ruins.


Diante de tudo o que vimos fica claro que precisamos estar constantemente nos autoavaliando e reformulando nossas práticas, precisamos estar atentos para percebermos que caminho temos que seguir, para isso é importantíssimo o trabalho em equipe, o registrar, as observações constantes e claro, criatividade.  


"Criatividade é a criação de novas soluções para velhos problemas".
                                                                             (Marta Relvas)

Até a próxima!

REVISTA "NÓS DA ESCOLA"  Edição julho/2008